
Denúncia de falta de gesso em unidade pública de saúde no Rio Grande do Norte provoca indignação e levanta questionamentos sobre a gestão dos recursos destinados à saúde.
Uma denúncia envolvendo a saúde pública de Currais Novos, no Rio Grande do Norte, ganhou repercussão nacional. Um paciente com fraturas no pé teria recebido atendimento com a perna imobilizada utilizando pedaços de papelão, supostamente por falta de gesso e materiais ortopédicos adequados.
O episódio foi divulgado pela Associação Brasileira dos Técnicos em Imobilizações Ortopédicas (Astego), que alertou para possíveis riscos à recuperação do paciente.
A situação também ganhou repercussão política. No segundo turno das eleições presidenciais de 2026, Lula (PT) recebeu 64,83% dos votos válidos em Currais Novos, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) obteve 35,17%.
A denúncia expõe um contraste preocupante entre as promessas de melhorias na saúde pública e as dificuldades enfrentadas por pacientes que dependem do SUS. Entretanto, a votação no município não comprova responsabilidade do governo federal pelo episódio.
A Astego anunciou que cobraria explicações da Prefeitura, da Secretaria Municipal de Saúde e do Ministério Público do Rio Grande do Norte. Até o momento das reportagens consultadas, não havia confirmação de uma resposta oficial esclarecendo as circunstâncias do atendimento.
A pergunta que fica é: como pode faltar material básico para atender um paciente com fratura?
A população merece atendimento digno, independentemente de suas escolhas políticas.
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