A mulher possui uma medida protetiva de urgência contra o ex-companheiro, conce O que deveria ser uma manhã de esporte e superação terminou em tensão e intervenção policial. Suspeito de descumprir medida protetiva, competidor foi levado à delegacia após a ex-companheira relatar que se sentiu ameaçada durante a prova.
Uma corrida de rua realizada neste domingo (11), em Brusque, no Vale do Itajaí, foi palco de uma ocorrência policial que chamou a atenção. Um atleta acabou detido pela Polícia Militar após sua ex-companheira, que também participava do evento, acionar o botão do pânico por temer pela própria segurança.
O episódio aconteceu durante a corrida “Corra por Elas”, realizada na Avenida Hugo Schlösser, no bairro Jardim Maluche.
Segundo informações da Polícia Militar de Santa Catarina (dida após o término de um relacionamento de aproximadamente três meses.
Ela relatou que a separação foi marcada por episódios de violência psicológica e ofensas.
Durante a competição, a mulher afirmou ter percebido o ex-companheiro passando repetidamente próximo a ela, dirigindo olhares insistentes e permanecendo no evento mesmo após perceber sua presença.
Sentindo-se ameaçada, decidiu acionar o botão do pânico, mobilizando a Polícia Militar.
Durante a abordagem policial, o competidor afirmou possuir autorização judicial para participar da corrida.
Entretanto, conforme a avaliação dos policiais que atenderam à ocorrência, as aproximações relatadas pela mulher poderiam caracterizar descumprimento da medida protetiva em vigor.
Diante da suspeita, o atleta foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos legais.
O caso deverá ser analisado pelas autoridades competentes, considerando as condições da medida protetiva e a alegação de autorização judicial apresentada pelo atleta.
O episódio ganha repercussão também pela trajetória esportiva do envolvido.
Natural do distrito de Alto Porã, em Ivaiporã, no Paraná, o atleta reside e treina em Brusque.
Em julho, participou da prova dos 3.000 metros com obstáculos no Troféu Brasil Interclubes de Atletismo, em São Paulo, uma das principais competições do atletismo brasileiro.
Agora, seu nome aparece ligado a uma investigação sobre possível descumprimento de medida protetiva.
A Lei Maria da Penha estabelece punição de dois a cinco anos de reclusão e multa para quem descumpre decisão judicial que concede medida protetiva de urgência.
A condução à delegacia não representa condenação. A responsabilidade criminal dependerá da apuração dos fatos e da análise judicial.
Uma manhã que deveria ser marcada pelo esporte terminou com uma mulher acionando um dispositivo de emergência e um atleta sendo levado à delegacia. O caso reforça a importância do cumprimento das medidas protetivas e da investigação rigorosa de denúncias de violência contra a mulher.
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