
ILHOTA, SC – A crise hídrica em Ilhota escalou de um problema técnico para uma emergência social. Após dias de desabastecimento e da completa falta de diálogo por parte da empresa responsável pelo serviço, o cenário de "tragédia anunciada" mobilizou as autoridades municipais.
Nesta segunda-feira, o vice-prefeito Ademir A. Da Silva, o Lico da Ilse, foi pessoalmente conferir de perto a situação que assola as famílias ilhotenses. A presença do vice-prefeito reforça a gravidade do quadro, que já afeta a saúde pública e a rotina básica da cidade.
A indignação dos moradores é potencializada pelo silêncio da concessionária. Mesmo com protocolos abertos e tentativas constantes de contato, a empresa não apresenta soluções nem cronogramas de retorno.
"A gente paga pelo serviço e recebe o descaso. Ver o vice-prefeito aqui mostra que a prefeitura está ciente, mas precisamos que a empresa seja cobrada com rigor. Não dá para viver sem água", afirma uma moradora local.
A visita de Lico da Ilse sinaliza que o governo municipal deve aumentar a pressão sobre a prestadora de serviço. Em campo, o vice-prefeito pôde constatar reservatórios vazios e o apelo de comerciantes e pais de família que já não sabem a quem recorrer.
A expectativa agora é que, após essa vistoria técnica e política, medidas administrativas ou jurídicas sejam tomadas para forçar a empresa a restabelecer o fornecimento ou, no mínimo, prestar os esclarecimentos devidos à população, que segue sofrendo com as torneiras secas em meio ao calor.
Até o momento, a empresa de águas ainda não se manifestou sobre as causas do problema ou sobre a visita da autoridade municipal.
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