
A decisão do governador Jorginho Mello (PL) de anunciar o prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), como vice em seu projeto de reeleição pegou o MDB de surpresa e desorganizou seus planos eleitorais em Santa Catarina. A escolha sinaliza uma guinada mais à direita do governador, fortalecendo a ala bolsonarista do PL e afastando aliados históricos, especialmente o MDB, que ocupava três secretarias no governo e tinha como certa a vaga de vice.
Diante do “golpe”, a executiva estadual do MDB se reuniu para discutir os próximos passos. Apesar da frustração, o partido ainda não bateu o martelo. A orientação inicial é construir um projeto próprio, mantendo diálogo com outras siglas, e liberar — sem obrigar — seus quadros a deixarem cargos no governo, preservando o apoio a pautas de interesse do Executivo na Alesc.
Quatro caminhos estão no radar do MDB: lançar candidatura própria ao governo; manter alguma forma de aliança com Jorginho Mello; compor com João Rodrigues (PSD), principal adversário do governador; ou integrar uma frente ampla de apoio ao presidente Lula em Santa Catarina. Todas as alternativas seguem em análise, e a definição deve ocorrer até abril.
Mesmo abalado, o MDB segue como uma das maiores forças políticas do Estado e deve continuar protagonista na disputa de 2026. A decisão final pode ser decisiva para o equilíbrio do jogo eleitoral catarinense.
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