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ANA CAMPAGNOLO E A DISPUTA POR ESPAÇO NA ALESC: QUANDO A AMBIÇÃO POLÍTICA PODE FALAR MAIS ALTO QUE O PARTIDO

A movimentação pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) começa a revelar uma disputa que vai além da escolha de seu próximo presidente.

28/10/2026 às 22h26
Por: Redação
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ANA CAMPAGNOLO E A DISPUTA POR ESPAÇO NA ALESC: QUANDO A AMBIÇÃO POLÍTICA PODE FALAR MAIS ALTO QUE O PARTIDO

Um jantar realizado na Casa d’Agronômica, residência oficial do governador Jorginho Mello, teria avançado nas articulações para a futura composição da Mesa Diretora da Alesc.

O deputado Camilo Martins aparece como favorito nas negociações para assumir a presidência da Assembleia. Entretanto, a disputa pela primeira vice-presidência continua movimentando os bastidores, com Ana Campagnolo e Fernando Krelling entre os nomes considerados.

ANA CAMPAGNOLO: O PARTIDO EM PRIMEIRO LUGAR OU O INTERESSE PELO CARGO?

A possibilidade de Campagnolo assumir a primeira vice-presidência abre espaço para um questionamento político: até que ponto a busca por posições de destaque dentro do Legislativo representa um projeto coletivo do PL ou uma estratégia de fortalecimento individual?

A deputada construiu sua trajetória política defendendo pautas conservadoras e posicionamentos firmes. Entretanto, sua participação nas negociações por espaços de poder merece ser analisada com o mesmo rigor que ela costuma exigir de seus adversários.

O eleitor que acompanha o Partido Liberal espera coerência entre discurso e prática. E essa coerência precisa aparecer não apenas nas redes sociais e nos pronunciamentos, mas também nas negociações realizadas longe das câmeras.

Defender princípios diante do eleitorado é uma coisa. Demonstrar esses mesmos princípios quando há cargos importantes em disputa é outra.

O PL NÃO PODE SE TRANSFORMAR EM INSTRUMENTO DE PROJETOS PESSOAIS

A disputa pela vice-presidência da Alesc coloca em evidência um desafio para o Partido Liberal em Santa Catarina: preservar a unidade partidária diante das ambições legítimas, mas concorrentes, de suas lideranças.

Não há irregularidade em disputar cargos na Mesa Diretora. O problema político surge quando a busca por protagonismo pessoal ameaça se sobrepor aos compromissos assumidos com o partido e seus eleitores.

No caso de Campagnolo, a questão que merece resposta é simples: sua eventual indicação fortalece efetivamente o projeto político do PL ou representa principalmente uma conquista individual?

Até o momento, as informações disponíveis não permitem afirmar que a deputada esteja agindo contra o partido ou buscando benefícios pessoais indevidos. Mas permitem cobrar transparência sobre os critérios políticos utilizados nessa negociação.

JORGINHO MELLO TENTA EQUILIBRAR AS FORÇAS

O governador Jorginho Mello aparece como uma das figuras centrais na construção do entendimento. A possível escolha de Camilo Martins para a presidência seria uma tentativa de acomodar diferentes forças políticas e evitar um confronto aberto pela direção do Legislativo.

Contudo, a indefinição entre Ana Campagnolo e Fernando Krelling demonstra que a distribuição dos espaços de poder ainda exige negociação.

E é justamente nesse cenário que o PL precisa mostrar se suas decisões serão orientadas por um projeto partidário consistente ou pela necessidade de satisfazer lideranças individualmente.

A PERGUNTA QUE FICA

Ana Campagnolo frequentemente se apresenta como defensora de convicções políticas firmes. Agora, diante da possibilidade de conquistar um dos cargos mais importantes da Assembleia Legislativa, terá a oportunidade de demonstrar como concilia suas ambições políticas com os interesses coletivos de sua legenda.

A política exige articulação, mas também exige coerência. E quem cobra fidelidade aos princípios dos outros precisa estar preparado para ter suas próprias decisões questionadas.

A composição da Mesa Diretora ainda depende de confirmação oficial. Até lá, o eleitor catarinense tem o direito de perguntar quem realmente ganhará com esse acordo: o Partido Liberal, a Assembleia Legislativa ou as lideranças que disputam os cargos?

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