
Investigação aponta que mulheres teriam sido submetidas a condições degradantes e acumulado dívidas de até R$ 10 mil. Companheiro da suspeita segue foragido.
Um cenário de dívidas, supostas cobranças abusivas e mulheres que, segundo a Polícia Civil, teriam sido impedidas de deixar o estabelecimento está no centro de uma investigação em Navegantes.
Uma mulher foi presa nesta quinta-feira (10), suspeita de comandar uma casa de prostituição e participar de um esquema de exploração sexual de funcionárias. O companheiro dela, também apontado pela investigação como responsável pelo estabelecimento, está foragido.
Durante a operação, a Polícia Civil cumpriu três mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva. A ação foi conduzida pela Delegacia de Polícia de Navegantes, com apoio das delegacias de Balneário Piçarras e de Combate às Drogas de Itajaí.
A investigação teve início em 6 de julho e concentra-se em uma “casa noturna” localizada às margens da BR-470.
Segundo a Polícia Civil, o casal investigado mantinha o estabelecimento destinado à exploração sexual e teria submetido funcionárias a condições consideradas degradantes. A apuração também aponta que algumas mulheres teriam encontrado dificuldades para deixar o local em razão das dívidas acumuladas.
O funcionamento do suposto esquema chamou a atenção dos investigadores. Conforme relatado pela polícia, havia cobrança pela utilização dos quartos, além de valores relacionados ao consumo de alimentos e bebidas pelas garotas de programa.
Além dessas despesas, as mulheres ainda teriam recebido “multas” consideradas abusivas. A soma das cobranças fazia com que as dívidas aumentassem e, em alguns casos, chegassem a aproximadamente R$ 10 mil.
A suspeita investigada é de que esse endividamento fosse utilizado como uma forma de manter as mulheres vinculadas ao estabelecimento, criando uma situação cada vez mais difícil para aquelas que pretendiam sair.
Com a operação, uma das pessoas apontadas como responsável pelo estabelecimento foi localizada e presa preventivamente. O companheiro dela, entretanto, não havia sido localizado e era considerado foragido.
Os materiais apreendidos durante o cumprimento dos mandados deverão auxiliar a Polícia Civil no aprofundamento das investigações e na apuração da dinâmica do estabelecimento.
O caso segue sob investigação. As responsabilidades individuais e eventuais crimes atribuídos aos envolvidos ainda deverão ser definidos no decorrer do inquérito e do processo judicial, garantindo-se aos investigados o direito de defesa.
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