
O deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) passou a ser alvo de cobranças nas redes sociais após uma declaração feita na véspera do primeiro turno das eleições de 2026.
Durante o encerramento da campanha presidencial de Renan Santos (Missão), em São Paulo, Kim desafiou os institutos Datafolha e Quaest, que apontavam Renan com 3% dos votos válidos. Na ocasião, afirmou publicamente que renunciaria ao mandato caso o candidato terminasse a eleição nesse patamar.
As urnas, porém, deram a Renan 2,24% dos votos válidos, pouco mais de 2,6 milhões de votos. Após o resultado, Kim afirmou que não pretende renunciar, argumentando que sua promessa se referia especificamente aos 3%: “Eu disse que renunciaria se ele fizesse 3, ele fez 2”.
A resposta alimentou a repercussão política e críticas de adversários e comentaristas, que passaram a questionar se o deputado deveria cumprir o compromisso assumido publicamente. O Jornal da Cidade Online, por exemplo, publicou nesta segunda-feira (5) um artigo defendendo sua renúncia.
Há, contudo, uma diferença importante entre a cobrança política e a situação eleitoral de Kim: ele próprio foi reeleito deputado federal por São Paulo, portanto não é correto afirmar, como fato, que “não tem voto”. Dados divulgados após a eleição mostram que ele recebeu cerca de 520 mil votos.
A controvérsia agora gira menos em torno das urnas e mais em torno da interpretação de uma promessa feita diante das câmeras: a condição era exatamente 3%, ou um resultado tão baixo quanto o indicado pelas pesquisas?
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