
Se o plano era mostrar força política no Maranhão, as urnas resolveram mudar o roteiro.
Felipe Camarão (PT), vice-governador e candidato apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, terminou a disputa pelo governo estadual apenas na terceira colocação, com 9,60% dos votos válidos.
Na frente dele ficaram Eduardo Braide (PSD), eleito governador no primeiro turno com 54,03%, e Orleans Brandão (MDB), que alcançou 34,76%.
Traduzindo para o futebol: Camarão entrou em campo querendo levantar a taça, mas quando olhou para o placar... os adversários já estavam dando volta olímpica. 😅
O resultado também pode ser lido como um revés para o grupo político historicamente ligado ao ministro do STF Flávio Dino.
Camarão integrou os governos de Dino no Maranhão e ocupou diferentes cargos na administração estadual, tornando-se um dos nomes associados ao grupo político do ex-governador.
Mas a política maranhense chegou a 2026 bastante dividida. O grupo que anteriormente esteve unido se fragmentou, e nem mesmo tentativas de articulação envolvendo Lula conseguiram produzir uma candidatura única.
E as urnas deram a resposta:
Braide: 54,03%.
Orleans: 34,76%.
Camarão: 9,60%.
Ou seja, enquanto os dois primeiros discutiam quem ficaria com o Palácio dos Leões, Camarão terminou assistindo à disputa de uma distância considerável.
Lula buscava fortalecer seu campo político no estado. O grupo ligado a Dino também tinha interesse na continuidade de sua influência política no Maranhão.
Mas o eleitor resolveu embaralhar as cartas.
No fim, Eduardo Braide venceu no primeiro turno, Felipe Camarão ficou em terceiro e a eleição deixou uma mensagem nada confortável para os grupos que dominaram boa parte da política maranhense nos últimos anos.
Se fosse episódio de série política, o título poderia ser:
“Maranhão 2026: Lula tentou, o grupo de Dino tentou… mas Braide levou a cadeira.”
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